Conheça a história do nosso campeão do surf Ítalo Ferreira

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Ítalo Ferreira é o primeiro campeão olímpico de surfe! Mas se o sucesso nacional chegou agora, o surfista tem uma história para lá de inspiradora, assim como boa parte dos esportistas brasileiros.

E como o ouro olímpico chegou?

Em sua trajetória nas Olimpíadas, Ítalo triunfou na primeira fase em uma bateria com três outros surfistas, obtendo 13,67 pontos de 20 possíveis, conseguindo o melhor somatório entre todos os participantes dessa etapa.

A vantagem se repetiu nas oitavas de final, quando passou pelo neozelandês Billy Stairmand, e nas quartas, contra o japonês Hiroto Ohhara. Nessa fase, inclusive, conseguiu a melhor onda do campeonato – 9,67. Já nas semifinais, venceu o australiano Owen Wright.

Ítalo Ferreira é o primeiro campeão olímpico da história do surfe. O brasileiro alcançou o feito na madrugada do dia 27 de julho e levou a medalha de ouro ao superar o japonês Kanoa Igarashi na final da modalidade nas Olimpíadas de 2020.

A final foi realizada na praia de Tsurigasaki, o placar foi 15,14 a 6,60 para o surfista Potiguar, que deu um show de manobras, mesmo após ter sua prancha quebrada logo no começo da bateria. Mas nem esse contratempo o atrapalhou. Após o ocorrido ele conseguiu uma nota 7, emplacando uma série de manobras e batendo forte no topo da onda. E na sequência, ainda obteve um 5,5, abrindo uma boa vantagem.

Após fazer história, Ítalo Ferreira comemorou com os amigos e familiares ao chegar no Brasil. “Essa é a melhor parte, agora é festejar com meus amigos, minha família, e já tenho que começar a treinar de novo, porque já tem disputa do Mundial em breve”, disse o surfista aos repórteres no aeroporto, afinal na época o circuito de surf ainda não havia terminado.

Confira a trajetória do surfista Potiguar

Aos 27 anos, Ítalo conquistou a medalha de ouro em Tóquio. E também, garantiu a terceira posição no circuito mundial de surf (WSL) de 2021, ficando atrás dos conterrâneos Gabriel Medina e Filipe Toledo.

E não é de hoje que ítalo Ferreira conhece o gosto da vitória. Em 2011, ele venceu duas etapas do Mundial Júnior. Em 2014, se classificou para o WCT, a elite do circuito, com um surf agressivo, garantindo um impressionante sétimo lugar logo de cara.

Já em 2019 ele ficou com o troféu nas etapas de Gold Coast, Peniche, Jeffreys, Hossegor e no campeonato aéreo do Red Bull Airborne. E não por acaso, garantiu na etapa de Pipe Masters o campeonato mundial, o título foi em cima de Gabriel Medina.

A medalha do surf teve gosto de saudade

Sua caminhada foi iniciada de modo improvisado, surfando na tampa de isopor que o seu pai usava para conservar o pescado em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte. Ítalo não conseguiu segurar a emoção ao mencionar a avó:

“Queria que a minha avó estivesse viva para ver isso.

Sou muito feliz pelo que me tornei, pelo que fiz pelos meus pais. Sempre pedi para que esse sonho fosse realizado e ele aconteceu. Almejei bastante e sonhei. A frase que falei está ao lado da minha cama. Todos os dias eu orei às 3h da manhã, pedindo a Deus que realizasse meu sonho”.

Surf em 2022

Os surfistas já correm atrás de boas colocações para Paris 2024, e se os nossos esportistas continuarem com essas boas campanhas, devemos ver esses rostos novamente nas telonas. Bora acompanhar e torcer para mais medalhas no surf?

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